Addict: Juliana
Tá. É com esse tÃtulo inspirado nas interpretações da beldade Raphaella Grego que inicio um post hoje. Bem mulherzinha, bem dramático, do tipo que as mulheres querem muito ler.
Ok, vamos lá.
A gente passa por muita coisa na vida, e em várias situações com vários contextos diferentes, acabamos por sempre colocar nosso lado como o correto. Não é verdade? Pelo menos eu tenho essa mania e vejo isso em cada pessoa que vem reclamar das atitudes alheias. Mas por mais que ter razão seja muito importante, ter um ponto de vista mais apurado também ajuda a ter um nÃvel de amadurecimento maior, e conseguir lidar com as coisas de uma forma mais branda.
O que eu quero dizer com isso? É que sempre que alguém termina, é comum se ouvir “Mas eu fiz tudo por ele/ela”, “mas eu sempre isso”, “mas ele/ela nunca aquilo”, mimimi. Mimimi. Mimimi. Na boa. Você pode ter feito tudo certinho e a pessoa tudo errado? Não, meu bem.
Existem vários tipos de pessoas, que lidam de maneiras diferentes com o término de relacionamento.
E as vulneráveis são as que mais sofrem quando um relacionamento acaba. São as que demonstraram interesse, afeto e lutaram para que tudo corresse bem, mesmo que tenham feito da forma errada. E por esse motivo, muitas vezes reclamam demais e ficam remoendo o que já está solucionado: porque não tem mais volta.
Existe, também, quem se define muito forte. Mas esconde um monte de problema por baixo da capa de “eu sou assim, foda-se”. Geralmente, são pessoas que tiveram uma base e uma idéia muito errada sobre o que é gostar, amar.. E por isso precisam afirmar para as pessoas que sempre estiveram por cima, fizeram de tudo e deu errado apenas por culpa do outro.

Parece que acabei de descrever as vulneráveis como as mulheres e o “senhor foda-se, sou assim” como o time masculino, certo? Mas não. Pode ser o contrário e existem vários outros sub tipos, mas esses são os mais comuns, pelo menos na minha visão.
Descobri há pouco tempo uma outra espécie, que lida com as coisas na base do silêncio. Afinal, não é da conta de ninguém saber porque as coisas se deterioraram entre um casal.
Descobri, também, as pessoas sensatas, que preferem não remoer e simplesmente sabem e reconhecem para quem quiser ouvir que ambas as partes erraram, tentaram, choraram, quase morreram. Mas sobreviveram.
Se você está passando por um término, rompimento, pode saber, minha querida: vai passar essa sensação.
E não deixe que a tristeza fale mais alto, porque as coisas boas da vida chegam, e costumam vir muitas de uma vez só! Aquele vazio quase eterno acaba sendo preenchido tão rapidamente que parece que vai transbordar. E você descobre que o protagonista da sua vida, é você. Que quem aparecer no caminho, vai ser coadjuvante que pode ser substituÃdo a qualquer momento.
E, olha: ele pode falar o que for de você, coisas terrÃveis, ruins, péssimas. Tentar te inferiorizar como pessoa, como mulher, ou da forma que ele conseguir. Mas ele está sentindo da mesma forma que você está sentindo e não precisa negar. Se vocês estavam JUNTOS há tempos e um se acostumou com o outro… Isso acabou, addict. Pra você e pra ele. Só peço e aconselho: não faça isso. Não inferiorize ninguém tentando justificar as coisas. Sempre há dois lados, mas a história é uma só. [: E lembre-se dos momentos bons, que com certeza existiram!
E você vai viver a sua vida bem!
3 Comentários em “É muito fácil achar um culpado. Mas um relacionamento é feito de DOIS.”
Há 2 meses terminei um relacionamento de anos e em nenhum momento achei que a culpa toda foi dele (talvez uns 98%, eu também tive culpa mas a vida é assim, temos que seguir em frente porque atrás vem gente!

































Bom, eu, a beldade, não poderia concordar mais. Não com a parte do beldade, mas, com o texto, de uma forma geral. Sempre acreditei e acredito ainda que a relação, seja ela qual for e o que quer que tenha acontecido ao longo do tempo, foi feita por duas pessoas e que vivenciaram à quilo. Bons momentos, momentos ruins. E o fim sempre leva ao tÃpico luto, que você lida com o fim da sua forma. As vezes você sente necessidade de falar mal do outro pra se sentir melhor. Depois de algum tempo, percebe o tamanho da besteira que meter o pau em outra pessoa, não faz as suas atitudes melhor, o seu esforço maior e nem as suas qualidades mais admiráveis. No fim das contas, os acertos foram dos dois e os erros também. O mais importante no fim das contas, é aprender a respeitar, tanto o tempo quanto o luto, porque é natural. Ninguém convive com uma outra pessoa por tempo considerável e após o término deixa de sentir. Somos todos humanos e nós ainda somos mulheres. Pegamos o papel da vulnerável e frágil. O problema é que, toda essa vulnerabilidade exposta e essa fragiliadde que as pessoas costuam ver, são facilmente supridas com muita força. O poder de exteriorizar, é o mesmo de refletir e é ele que nos mostra o caminho. No fim das contas, necessário é o tempo. Sou sempre confusa, mas, você me entende. Fico feliz pela postura que você assumiu, Ju, e pelo apoio que eu vejo você dar pra qualquer outra pessoa que passe por isso futuramente. Não vou reler pra corrigir os erros. Te amo, sua linda. Adoro os seus textos e sou uma addict!